Da série, grandes poemas do grande poeta Valmir.
Este em especial eu ganhei como cartão de natal. Nada mais lindo, eu amei!
Vamos a ele.
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O SILÊNCIO
Logo
Qualquer diálogo
Ainda que monólogo
Não cabe no epílogo
Logo
Num dia longo
Não cabe o pernilongo
Com violino
Eu toco a vida
Falo com as mãos
Falo com o olhar
Falo sem falar
Exalo
E assim
Encouraçado potemkin
Calo nas mãos
Calo nos pés
Calo no peito
O cavalo
Não, não vale a pena dizê-lo
É só a ignorância de amar e querer bem
Vivendo do que tem
No fundo, calo
Na alma, calo
Caibo dentro da lágrima
Calo em esperanto
E te calo tanto, deus
Entre
O antro pólogo
E o podólogo
Análogos
Teu colo
V. S. BATISTA
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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